Espaço destinado ao registro das percepções críticas de um cidadão brasileiro sobre política, comunicação, comportamento e demais assuntos pertinentes à sociedade contemporânea.
Uma visão técnica do ponto de vista do marketing e apaixonada do ponto de vista humano. Leia, critique e replique à vontade!

domingo, 27 de maio de 2012

Injustiça – Quando a esperança cede lugar à apatia


Injustiça – Quando a esperança cede lugar à apatia

Hoje resolvi mudar a temática deste blog e falar sobre um assunto mais ameno, porém não menos reflexivo, a esperança.
Não me refiro a algo utópico, que apenas permeia histórias fantásticas de livros e filmes, onde a esperança reside no sobre-humano, nas magias ou nos milagres. Falo da esperança em si próprio, no sentimento que aparece quando você está frente ao espelho fazendo seu julgamento de si.
Por mais soberbos ou submissos, dinâmicos ou letárgicos, ativos ou passivos, todos temos embates filosóficos frente ao espelho! Essa dicotomia serve apenas para esclarecer que a esperança que abordo neste texto não depende de aval social ou consenso, por ser algo íntimo e independente, que reside na individualidade solitária de um reflexo.
Ao acompanhar discursos e debates, proferidos em cadeia nacional e portas de botequins, absorvo constantemente o sentimento de desespero impregnado nas palavras que rolam das bocas cansadas, alimentadas por histórias de decepção, dificuldades, injustiças, pão e circo. A desesperança chega a parecer legítima muitas vezes. Justificar-se-ia toda alienação advinda do abandonar da fé, se, como temos sido doutrinados por toda a vida, o motivo de nossa expectativa fosse a ação do outro, fosse o simples esperar por algo do qual apenas seremos participados por seus decisores.
Alguns desesperançosos chegam ao ápice de sua descrença publicando artigos e propalando discursos onde as incapacidades e defeitos dos homens são sempre os atores principais. Desestimulam ações individuais e descredibilizam grupos e entidades que ainda buscam o oposto, a mudança, as ações em prol de uma sociedade melhor. Mal maior do que a apatia é a tentativa de contagiar os obstinados com o vírus do desânimo.
Volto ao foco deste texto, ressaltando situações onde apenas um é necessário para que algo mude, segue: levantar-se da cama pela manhã, ler um livro, colocar seu lixo em lugar adequado, escrever uma carta de amor, dar um sorriso, plantar uma árvore, ter uma idéia, desligar as luzes ao sair do ambiente deixando-o vazio, diminuir seu desperdiço de água durante o banho, escolher produtos ecologicamente produzidos, discordar de abusos, ser honesto, pensar antes de falar, falar com seu Deus.
O mais interessante das ações que dispensam platéia ou apoio é pensarmos que não importa se o outro não as faz, as fazemos simplesmente porque acreditamos que fazemos o certo. Vejo que o principal impasse para as mudanças que precisam ser feitas no mundo é a obrigatoriedade que impomos ao outro de que realize as mesmas ações que nós e, em vez de tentarmos influenciá-lo a agir, nos juntamos a sua apatia e justificamos da forma mais tosca: “não é justo que ele não faça”.
Quando abdicamos de nossa crença, simplesmente por discordar da não adesão do outro, expomos aquilo que contradiz a própria crença, nossa esperança não é firme em seu propósito.
Quando conclamo à esperança, exalto a crença em si mesmo, na sua capacidade de alterar, mesmo que minimamente, sua condição individual dentro do contexto em que vive. Acreditar que sua ação possui toda grandeza e força necessárias para influenciar positivamente ao seu próximo é o que contrapõe a esperança utópica, é o que concretiza a idéia de que toda caminhada começa com um primeiro passo.
Tenha esperança, e não se contente em apenas esperar que as coisas mudem, contrarie os derrotistas e mostre que sua ação é mais forte que a apatia e o medo deles. Injustiça de verdade é o seu desistir frente a descrença daqueles que são incapazes de abandonar suas frustrações.

Marcos Marinho
twitter: @mmarinhomkt

terça-feira, 22 de maio de 2012

O que passou na TV – Um comentário sobre a vida e as mazelas midiatizadas


O que passou na TV – Um comentário sobre a vida e as mazelas midiatizadas

A espetacularização da vida é incontestavelmente uma repercussão de sua midiatização aliada à fogueira de vaidades fomentada por seus veículos. Objetivando estampar capas de jornais e revistas, além dos minutos vendidos a peso de ouro em rádios e tv’s, as pessoas expõem seus traumas, culpas, condutas e até seu silêncio para milhões de expectadores.
Os consumidores da mídia, bem como seus patrocinadores, vivem a banal expectativa pelo espetáculo pirotécnico que acompanha os escândalos, denúncias e tragédias. Muitas vezes a informação, característica nata do jornalismo, além de principal produto de muitas redes de comunicação, dá lugar aos comentários banais e vazios, ou aos escrachos que tentam satirizar situações que não lhes permitem tais manobras por audiência.
Questiono as principais “notícias” veiculadas à exaustão nesta semana de maio de 2012, onde um fato lastimável como o abuso de uma criança, toma um caráter dramático, não pelo ato em si, mas pelo abusado que, no auge do ostracismo de sua fama, decide jogar aos quatro ventos um passado que não lhe justifica o presente, mas comove e garante lágrimas saudosistas de baixinhos que não enxergam o andar inexorável do calendário. Reforço que meu julgamento não é pela denúncia, mas pelo tom que lhe coube, a formatação dada e, principalmente, por não enxergar na ação um intuito sincero de contribuir com as vítimas desta bestialidade, não perceber nisto algo que realmente fosse impactante para aqueles que precisam de porta-vozes contra esse crime, especialmente observo que, vindo de quem veio, pelo potencial midiático e econômico que representa, esperava algo mais abrangente e eficaz para proteção dos que padecem por este mal.
Outro momento indigno de ser comentado, mas necessário, é o jogo de faz-de-conta que nos é transmitido de Brasília, onde uma CPI apresenta a disputa de parlamentares que se revezam na tentativa de argüir, da maneira mais constrangedora possível, um inquirido mudo, que se esconde por detrás de uma cachoeira de recursos jurídicos e brechas da lei. Somando a esta CPI ainda temos: um julgamento moribundo de mensaleiros escondidos sob as saias do poder, a votação de uma PEC contra o trabalho escravo, em que os votantes se atém ao questionar da definição de “trabalho escravo”, me fazendo perceber que, de certo, fugiram das aulas de história ou se recusam a enxergar os trabalhadores como seus iguais, e, portanto, passíveis de cargas e formas de trabalho que os próprios parlamentares não aceitariam jamais.
Ainda no decurso da semana, fluem pílulas sobre artimanhas para blindar construtoras e governadores, trocas de mensagens “analfabéticas” entre relatores e acusados, presidentes de comissões que empregam fantasmas e mais um sem número de denúncias que se esvaem twitter afora.
Infelizmente preciso reconhecer que as principais fontes de informação de nossa sociedade estão, se não completamente, parcialmente impregnadas por interesses monetários, e lembro que estes interesses sobrepujam a necessidade social de informação clara, bem transmitida, completa e contextualizada, capaz de permitir a criação de conceitos,  de mobilizar em direção às urnas, em direção às ruas para marchas e protestos pacíficos em prol de mudanças, capaz de conduzir para uma sociedade melhor, capacitando esta sociedade a assumir as rédeas deste país.
Volto-me para um discurso recorrente em meus textos, recorrente nas falas de poucos senadores e atores sociais: invistamos na educação deste povo, participemos desta educação, não terceirizemos estes cérebros para a mídia lasciva, pois seremos obrigados a viver neste mundo da forma que o transformarmos, até o último suspiro que nos for permitido!

Marcos Marinho
twitter: @marinhomkt

domingo, 20 de maio de 2012

A arte da guerra – Nós escolhemos nosso general


A arte da guerra – Nós escolhemos nosso general

Não acredito em organizações acéfalas, onde cada integrante tem total autonomia para decidir sobre suas ações e forma de participação no grupo, sem se importar com a coletividade. Acredito que em uma sociedade complexa, permeada por diversos tipos de relacionamentos - onde as interações estão sempre impregnadas por interesses individuais - em não havendo diretrizes de comportamento e balizadores de atitudes, fatalmente s mesma caminharia para o caos e a desintegração.
Percebo na essência humana a tendência para a auto-preservação, a colocação de interesses pessoais sobre qualquer matéria que não lhes sejam favoráveis, talvez pelo instinto de sobrevivência, talvez por uma ganância nata pelo poder e dominação do próximo.
Podemos iniciar uma investigação simples, observando o comportamento das crianças pequenas, que sem conhecimento de mundo, políticas, sistemas econômicos ou sociais, iniciam-se na vida monopolizando todas as atenções dos que estão a sua volta, garantindo que todas as suas necessidades sejam atendidas de pronto, e não me refiro apenas às básicas, mas às de atenção, principalmente com seus choros e gemidos, com ataques histéricos, mesmo após estarem saciados e limpos, simplesmente para conferir se realmente estão a postos seus serviçais.
Quem nunca ouviu de uma sábia avó os dizeres: “isso é manha!”? Quantos já presenciaram crises de ciúmes, ou brigas egoístas por brinquedos e mimos, entre crianças de tenra idade, que mesmo com feições angelicais não se furtam a agredir e gritar contra aqueles que lhes ultrapassam os limites? Se são assim enquanto crianças, imaginem o que serão capazes de fazer aos “coleguinhas” quando crescidos? Definitivamente, estes somos nós, seres que buscam mais do que a simples sobrevivência, buscam o controle do espaço que julgam merecer, a despeito do espaço que julgam ser de merecimento do seu próximo.
Por ter claros os motivos pelos quais não acredito na capacidade humana de auto-gestão individual, dentro da vida em sociedade, trago agora uma questão ainda mais passível de debate: quem deveria, então, ser o guia desta sociedade? Quais características devem estar presentes nos que serão gestores sociais, coordenadores e equalizadores de desejos, necessidades e expectativas de um grupo eclético, miscigenado e obrigado a conviver em espaços e níveis diferentes de uma mesma sociedade? E o principal, como escolhê-los?
Por muitos séculos essa escolha foi conferida a Deus, onde por direito de nascimento os comandantes supremos, os monarcas, sucediam-se em tronos sobre as nações dos quais conduziam, ao seu bel prazer, as vidas dos súditos que, mesmo contrariando sua natureza, submetiam-se aos comandos e desmandos de seus senhores, em troca da pseudo-satisfação de suas necessidades. Quando não puderam mais apoiar-se simplesmente nas vontades de Deus, por ter entrado em cena algo que, para muitos é bem mais poderoso que o próprio Deus, a moeda tornou-se o principal fator legitimador de domínio e governo.
Duas coisas não mudaram desde a antiguidade até os dias atuais: a natureza humana e o poder da moeda! No entanto as sociedades foram transformadas pela influência das ciências, filosofia e interação cultural proporcionada pela expansão dos reinos em busca de mais moedas, fazendo com que outros critérios se fizessem importantes para configurar-se um comandante digno de ser seguido. Com as transformações das sociedades, as formas de governo também se transformaram, a submissão social aos mandos e desmandos dos governantes passaram a exigir novas habilidades, novas posturas por parte dos que pretendiam ascender ao poder, ao posto de comandante supremo.
Voltando ao passado, recorro às falas do grande general Sun Tzu (séc. IV AC), que deixou em seu tratado, “A arte da guerra”, uma explicação simples e exata sobre a figura do governante, segue: “O comandante é o equilíbrio da carruagem do estado. Se este equilíbrio estiver bem colocado, a carruagem, isto é, a nação será poderosa; se o equilíbrio estiver defeituoso, a nação, certamente, será fraca.”
Não podemos conceber, então, um governante que não represente fielmente todos os princípios e habilidades que se fazem necessários para agregar à sua volta os diferentes tipos de liderados. Honestidade, austeridade, firmeza, coragem, transparência, entre tantos outros adjetivos que nos surgem quando pensamos no líder perfeito, devem ser buscados em todos os que se colocam como opção nos pleitos eleitorais. Como já disse, não só a moeda, ou desígnios de Deus, devem ser tomados como legitimadores das escolhas sucedidas nas urnas municipais, estaduais e federais, é preciso a investigação e o monitoramento constantes daqueles que colocam suas biografias a serviço da nação, para que se sejam confirmados os pré-requisitos definidos para a ocupação dos cargos correspondentes.
Hoje nossa sociedade se vale de um instrumento democrático para escolha de seu governante. Entregamos de forma consensual nossas vidas ao comando de homens e mulheres que ascenderão ao posto de supremo dirigente, a cada quatro anos. Não por desígnio divino, e não somente pelo poder da moeda, é definido quem responderá pela manutenção das satisfações sociais, a agregação do grupo sob as cores de uma mesma bandeira. Talvez agora, como partícipes do poder e detentores do direito inalienável de escolha sobre o destino de toda a nação, esteja nos faltando uma parte fundamental do que nos manteve vivos durante o passar da eras, o entendimento de que nossa sobrevivência depende disto.

Marcos Marinho
twitter: @marinhomkt

sexta-feira, 18 de maio de 2012

CPI 2 – Hora de sermos os botões vermelhos


CPI 2 – Hora de sermos os botões vermelhos

Sejamos francos: era exatamente isso que esperávamos! Esta frase, que deveria estar no fim deste texto, foi trazida à primeira linha simplesmente para exaltar a previsibilidade das atuações de nossas Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito.
Alheia àquela esperança teimosa, iludida pela cólera vociferada dos políticos participantes destas comissões que estampam as mídias como defensores do povo, indignados com os desvios de seus pares, combativos aos novos escândalos ou aos escândalos requentados, nossa lógica racional, a que nos mantêm vivos nos momentos de perigo, sempre deixa uma luz vermelha acesa, piscando e dizendo: “Vai acontecer de novo!”
Indigna-me o modus operandi dos parlamentares encarregados de conduzir os trabalhos nas comissões que, no primeiro momento interpretam os gladiadores dispostos a cortar na própria carne em busca da prevalência da verdade e no  momento seguinte, quando percebem a quantidade de vasos, veias e artérias que estão por baixo destes futuros pedaços dilacerados e descartados do próprio corpo, passam a bancar os bufões que simplesmente entretém a massa, enquanto os oponentes caídos e enfraquecidos retomam suas forças para voltar a ferir o povo, ou simplesmente empreender uma fuga para as sombras do esquecimento midiático.
Sempre inconscientemente conscientes do destino comum das CPI’s e CPMI’s assistimos ao jogo de esconde-esconde oportunizado por deputados e senadores, sonhando encontrar verdades e atuações dignas dos representantes do povo - e essa é a parte inconsciente - sabendo que no fim das contas, ao terminar a brincadeira, todos vão para suas casas, felizes e tranqüilos, já combinando a brincadeira de amanhã. Sim, essa é a parte consciente!
Volto a afirmar minha opinião quanto ao modo de tornar essas comissões menos previsíveis, dizendo que deveriam contar com representantes indiretos do povo, com fiscais advindos de ONG’s, setor industrial, comércio, entidades de classe e outros grupos, que agiriam como um júri popular, acompanhando e avaliando todos os passos, tanto dos acusados como dos acusadores, a fim de não deixar que a frase inicial deste texto continue sendo a representação fiel do destino deste legítimo instrumento da democracia brasileira!

Marcos Marinho
twitter: @marinhomkt

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Despertar – Um povo entre urnas e colchões


Despertar – Um povo entre urnas e colchões

Penso que amanhã você deveria ignorar o chamado do despertador e continuar em seu colchão, um dos poucos locais onde se sente realmente seguro e confortável. Acredito que ali, envolto em cobertas e lençóis, apoiado maciamente em seu travesseiro e sabendo que não existem monstros debaixo da cama, você se sentirá bem!
Acordar cedo pra quê? Tomar várias conduções ou sentar-se sonambulamente ao volante de seu carro, encarando um trânsito infernal em cidades mal projetadas, em troca de quê? Surgirão respostas para estas questões, muitas delas antes mesmo deste texto acabar de ser lido.
Mas falo sério quando digo que você não deveria se levantar da cama amanhã, pois sua marcha cotidiana isenta de reflexão sobre o que está acontecendo com nossa sociedade, sobre a perda da fé dos homens em relação às instituições políticas, em relação aos processos democráticos, à justiça e, principalmente, sobre o próprio homem, torna desnecessário o perambular do seu corpo pelas ruas desse país, pois não haverá direção que o leve ao futuro.
Usando uma lógica cartesiana, onde a dúvida nos move em direção à investigação e comprovação da tese mais coerente, afirmo que não existe lógica em mantermos a rotina que nos leva sempre ao mesmo vácuo, um lugar onde duvidamos de tudo e nos contentamos em simplesmente executar ações cadenciadas e programadas para cumprir obrigações.
Acostumados à sobrevivência recheada de subsistência, temos na nossa população o retrato, em preto e branco, de reminiscências das histórias escandalosas que formam a própria história desse país. Em galerias midiáticas, vemos expostas sequências de fatos, que em tudo nos sobrecarregam, com o desânimo que nos motiva a desistir de lutar, a realmente continuar sob os lençóis ou na roda de ratos que nos garante sustento - e apenas isso.
Perder a esperança nos homens, nas instituições que representam a sociedade, nos processos democráticos eletivos, na justiça, nas instituições religiosas ou no dia que irrompe entre sombras e escuridão, é desistir da própria vida, dos sonhos, do trabalhar honestamente, do sorriso das crianças, do afago dos pais, dos pensamentos livres, das artes, dos jardins, de tudo que, independente do mal que recebe, continua seu movimento de entregar-se ao próximo.
A maneira mais fácil de desistir é acreditar que não vale a pena, que nada vai mudar e que as coisas são e serão sempre assim. Em sendo o objetivo este, desistir, fica mais evidente a adequação da orientação dada no início deste texto: não saia da sua cama amanhã! Se você realmente acredita que todos os políticos não prestam, que votar é uma estupidez, que o papel do governo é extorquir a população, que esse país não tem jeito, que os jovens estão todos “perdidos”, e que aqueles que gritam o contrário, que manifestam suas opiniões e discordam de tudo isto são apenas inocentes iludidos, por favor, definitivamente, não saia da sua cama!
Aos ainda ressonantes, digo que não podemos ver o erro apenas nos processos e sistemas, sem antes entender que estes não ocorrem sem seus operadores. Compreendendo que a negação dos parâmetros adotados pela sociedade, com intuito de viabilizar a vida em grupos, é induzida pela descrença naqueles que foram escolhidos por seus pares, para lhes personificar parlamentarmente, torna-se preciso perguntar: “Ao ter uma farpa encravada em seu dedo, infeccionando e causando dor, você cogita arrancar o dedo?”
Aos cérebros despertos, aqueles que não aceitam o entorpecimento midiatizado, que questionam o suceder sem fim de ratos demagogos em cadeiras de couro nos palácios e câmaras, secretas, aqueles que não desistem de buscar a verdade sob os escombros despejados por cachoeiras de mentiras, aqueles que insistem em manifestar sua opinião consciente através do apertar de um botão verde, ou em teclas de redes sociais que gritam a alvorada, meu bom dia!

Marcos Marinho
twitter: @marinhomkt

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Rebeldes que não conhecem suas causas - Contestação aos movimentos que não se explicam, só complicam!


Rebeldes que não conhecem suas causas

Por várias vezes escrevi sobre minha crença de que sem investimentos em educação nosso país não alcançará a maturidade. Questionei também o papel da mídia que, inapropriadamente, assumiu a função de “educadora”, por ter percebido na falta de senso crítico do povo uma oportunidade de se fortalecer e estabelecer-se como direcionadora de pensamentos e atitudes populares.
O que motiva este texto é a observação sobre os movimentos sociais e suas linhas de ação. Anarquistas, socialistas, grupos políticos, entre outros, na sua maioria executam suas estratégias de comunicação simplesmente propalando suas verdades, gritando palavras de ordem que objetivam incomodar seus alvos (além de agregar simpatizantes e militantes) sem, na maior parte das vezes, explicarem publicamente suas ideologias, motivações e crenças.
Questiono aqueles que reclamam da falta de engajamento da sociedade nas causas que confrontam as mazelas impelidas pelo sistema vigente, apoiando-me na ausência de projetos propostos pelos mesmos que visem à educação desta massa sobre os reais motivos destes confrontos, na falta de iniciativas que disseminem cultura e conhecimento capazes de agregar senso crítico e reflexivo, aos homens e mulheres que se tornam massa de manobra da situação ou da oposição por permanecerem muitas vezes na ignorância sobre o cerne destes movimentos.
Estimular, por exemplo, o voto “NULO” nas próximas eleições, argumentando apenas que “o cenário político está um lixo!”, “ninguém presta nessa política!”, “devemos anular o voto, e aí eles vão ver!”, entre outras várias frases de clara revolta, pode até ter algum significado, mas me leva a uma indagação: “será que essas pessoas realmente sabem do que estão falando?”
Baseado em pesquisas que afirmam: “o eleitor brasileiro não acompanha seus eleitos!” e “a maioria dos eleitores não se recorda em quem votou no pleito anterior!” fico pensando sobre a legitimidade do incentivo à anulação do voto, para quem sequer recorda em quem confiou seu voto anteriormente. Entendo a prática metonímica dos pseudo-politizados, que sempre adotam a parte pelo todo, e desacreditam todo sistema político democrático do país apoiando-se em seus elos negativos; mas discordo de sua legitimidade, pois nos confronta com a inexistência da esperança em termos um país mais justo e igualitário, com pessoas sérias e bem intencionadas governando e legislando pelo povo e para o povo.
Continuando minha contestação destes movimentos, observo a ausência de propostas de ações educativas voltadas à criação de grupos de estudo, debates, diálogos ou qualquer forma de disseminação do conhecimento sobre os temas questionados por eles. Atrair a sociedade, preferencialmente os jovens, para marchar em prol de ideologias que não lhes são claras, a meu ver não difere do que o próprio sistema executa, através de sua influência nos aparelhos midiáticos. Arregimentar militantes que servirão apenas como “gritadores” e agitadores de bandeiras, mantendo-os desprovidos de senso crítico e opinião, levando-os a confrontar uma estrutura da qual sequer compreendem o funcionamento torna a atividade opositora tão nefasta quanto a situacional.
Quando queremos ver prosperar os ideais legítimos, que pregam o bem comum, a igualdade, liberdade e qualidade de vida para todos, não podemos subtrair do povo o direito ao conhecimento, ao senso crítico, ao poder de escolha pessoal consciente. Acredito e incentivo o rebelar-se contra um sistema que exclui, não só economicamente, mas intelectualmente, os elementos que formam suas bases, a população que fomenta com seus esforços o girar de toda engrenagem política, econômica e social do país. Discordo veementemente da prática comum do “pão e circo”, que desde a Roma antiga ajuda a doutrinar e manter o povo alheio aos abusos e usurpações das quais é vítima. Como também não acredito na “revolta pela revolta”, nos movimentos que pregam uma destruição do sistema sem ao menos propor um modelo melhor.
Fundamentalmente, apoiarei qualquer tipo de manifestação, de insurreição, que pratique com ética suas ideologias, que se apresente à população com uma linguagem compreensível, propostas exequíveis e sustentáveis, com a preocupação de ensinar a pensar em lugar de cooptar e, dessa forma, transformar esse país, a partir da transformação de seu povo, no Brasil que este povo merece!

Marcos Marinho
Twitter: @marinhomkt

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A cultura que move o homem.


A cultura que move o homem.

Interpreto as reações de nossa sociedade frente aos escândalos políticos atuais, e principalmente à falta de punições para seus envolvidos, como algo condizente com a nossa cultura.  Como disse o antropólogo e escritor Roque Laraia: “A cultura é a lente através da qual o homem vê o mundo”. Partindo desta proposição, sugiro que estas lentes são formatadas nas mesas editoriais das emissoras, editoras e produtoras de conteúdo midiático. Incontestavelmente as versões apresentadas pelas mídias somam parte preponderante do arcabouço formador daquilo que se adota como “a cultura brasileira” e, desta forma, vê-se ser reproduzido aquilo que é doutrinado através dos veículos.
 Constatando que a TV cumpre um papel, em muito superior ao seu de ofício, que seria o de trazer informação e entretenimento aos telespectadores, passando a exercer a função de educadora infantil, babá, professora e até “cérebro” em alguns lares brasileiros, como considerar não ser dela a principal lente pela qual se formam as interpretações que orientam as reações populares?
Após esta ilação, decido aprofundar as conjecturas e compreender melhor nossa “cultura” televisionada, analisando os conteúdos transmitidos pelas telas “educadoras” dos canais de TV aberta. Percebo que a população entrega seus neurônios, vazios de conteúdo teórico, estudos, leituras e reflexões, para serem preenchidos com as crenças e certezas introjetadas por apresentadores em bancadas, ou personagens de folhetins.
Recordo quando uma telenovela apresentou um “capiau”, imbuído de toda simplicidade e honestidade, sendo corrompido pelo poder – em 1989 - mesmo ano em que um recente ex-presidente perde sua primeira disputa pelo palácio do Planalto, e depois, quando essa mesma emissora, talvez com certo recalcamento, decidiu apoiar um impeachment e passou a estampar em seus noticiários vários caras-pintadas, contribuindo para uma mobilização nacional. Ali pudemos perceber a força de uma tela de TV.
Mais recentemente percebi uma manobra, onde o movimento social “Fora Marconi” não teve seu nome explicitamente reconhecido num primeiro momento e, após uma forte repercussão em redes sociais que acabaram pressionando estes veículos, e também de uma estratégia equivocada do Governador, merecedor desta “homenagem”, no trato com a mídia, passou a ter seu legítimo e merecido espaço nos editoriais, agora nominado corretamente.
À mídia cabe um papel importantíssimo no estado democrático de direito, noticiar os fatos. Não lhe cabe interpretar estes fatos, tampouco assumir a missão de educar ou formatar nossa cultura. Carteiras escolares e livros devem substituir sofás e monitores de tv, sob pena de nunca termos uma sociedade capaz de se indignar e  reagir na medida certa, pelos motivos certos e em tempo certo!

Marcos Marinho
twitter: @marinhomkt

Cortando na própria carne - Matéria exibida na rede Record sobre envolvimento da Revista Veja com Cachoeira

Contrariando a tradicional atuação corporativista de grupos pertencentes ao mesmo segmento ou classe profissional, a Rede Record de Televisão cumpre seu papel e noticia uma relação, no mínimo suspeita, entre uma das maiores e mais lidas revistas do país, com o mais influente contraventor da atualidade.
Quero parabenizar esta iniciativa, reforçando a importância de cumprir-se a função oficial dos meios de comunicação, noticiar os fatos, e incentivar novas atuações com este mesmo propósito, que sirvam para colocar luz sobre toda nebulosa situação política do Brasil.
Segue matéria apresentada:
video
 

Marcos Marinho
twitter: @marinhomkt

domingo, 6 de maio de 2012

O que dizer a eles? - Homenagem aos meus alunos e todos os jovens desta nação.


O que dizer a eles?


Como deve ser viver em um mundo sem super-heróis, sem pais severos, porém amorosos, sem mães preocupadas e ao mesmo tempo orgulhosas, sem modelos que sirvam de parâmetro para sonharmos em fazer sempre mais do que já foi feito?
            Lancinou-me essa indagação quando passei a aprofundar meu olhar nas feições e ações da juventude, quando comecei a tentar decifrar os tons em seus discursos, as mensagens em suas roupas e suas exposições e exibições nas redes sociais. Fujo do moralismo opressor, da castração de ideias e opiniões, que tentam usurpar a capacidade de se rebelar contra o sistema, de sair às ruas e questionar seus direitos e oportunidades. Atenho-me justamente ao oposto destas lutas por causas, ditas perdidas, por arcaicos sabichões que desencorajam endemicamente qualquer ato que não a submissão ao contexto sórdido que nos é imposto, valendo-se de máximas populares toscas, do tipo: “é sempre assim!” ou “quando chegar a minha idade você aprenderá que não adianta!”.
Minhas inquietações perpassam pela contraposição que faço entre o cenário atual, onde está inserida a juventude que mencionei acima, e o cenário composto pela juventude de duas, três, quatro décadas atrás. Não vou propalar delírios saudosistas, pois esses se cegam pelo tempo, mas quero buscar as referências que, boas ou más, amalgamaram-se na formação daqueles que atualmente são os “tios e tias” com mais de 30 anos. Essas gerações conviveram com modelos familiares, personagens fantásticos, ícones ideários que guiaram revoluções e, também, toda produção cultural calcada na rebeldia e nas aspirações lisérgicas ou artísticas, além do lixo cultural que igualmente era posto à mesa, em uma proporção onde princípios e valores eram repassados e ostentados como brasões, e sobressaíam a ponto de prevalecer sempre a esperança.
Olhando a paisagem descortinada a minha frente, através de janelas virtuais ou não, vejo uma geração carente de modelos, de heróis. De forma alguma modelos de “sucesso financeiro” como artistas, celebridades, pseudo-celebridades, ou esportistas que representam o desvalor da educação, através de comportamentos boçais e espúrios, impassíveis de repreensão popular e midiática, pois pertencem ao Olimpo reservado aos milionários jovens e inconseqüentes, idolatrados por seus pares em comportamento, não em condições. Também não cito os “heróis” apócrifos, comemorados e aludidos por apresentadores aloprados, que encontram valor na exposição midiatizada de corpos desnudos e anabolizados, responsáveis por carregar imbecilidades e ignorâncias que servem apenas para verter dinheiro aos cofres de algumas empresas. Vejo a carência de referenciais dignos, que apresentem em si atitudes e limites que fazem prevalecer a ética, o respeito, a justiça, a humildade, o zelo, a solidariedade, a coragem e a determinação, que são capazes de manter de pé aqueles que, mesmo após desgostos e decepções, continuam sem considerar válido “o outro lado da força” – essa eles não vão entender.
Lembro que sempre, em todas as épocas, existiram os mal intencionados, os usurpadores e enganadores, porém recordo também que era possível ver perseverar nos olhares da juventude, nos semblantes de outrora, o fio de esperança que os faziam seguir em frente. Havia os verdadeiros Heróis, homens e mulheres comuns que, inspirados por seus personagens infantis, seus ideais ou modelos domésticos, empunhavam suas bandeiras e seguiam sua marcha inexorável rumo ao “futuro melhor”.
Mas e hoje? O que posso dizer aos garotos e garotas que como únicos referenciais tem os maus, os enganadores, os mentirosos travestidos de baluartes da moral, os “mensaleiros” que vivem de pizza, os governantes imersos em cachoeiras de escândalos, os heróis que tudo resolvem à bala, os lares bipartidos, tripartidos ou inexistentes? Como falar de esperança para aqueles que não partilham outro modelo que não esse “bbbizzarro”, que não conhecem outra verdade que não essa editada, essa versão ou subversão que lhes é entregue por suas principais fontes de educação?
Questiono-me sobre o que direi a eles, ao tentar apresentar-lhes a possibilidade de um mundo melhor, de uma política ética, de uma sociedade includente e solidária, de uma proposição diferente para o fim que lhes serve de presente.

Marcos Marinho
Consultor e Professor de marketing Político na Faculdade Alfa.
@marinhomkt

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Mídia e seu papel na desinformação social. - Uma relação entre mídia e educação.


A Mídia e seu papel na desinformação social.

Estamos vivendo uma época incontestavelmente midiatizada, onde praticamente tudo circula em canais de informação, em veículos, que trafegam em velocidades distintas, em direções muitas vezes opostas, e com capacidade para mobilizar, desarticular ou simplesmente despistar todas as audiências.
Muitos ainda não se apercebem imersos em redes de conteúdos, editados, e atribuem suas escolhas e crenças meramente ao cotidiano. Aos olhos mais treinados ficam claros os emaranhados de canais que levam e trazem materiais elaborados para produzir reações premeditadas, traçando caminhos que permitem aos autores sociais, em especial aos políticos, trabalharem suas ideologias e artimanhas capazes de conquistar legiões de crentes eleitores, dispostos a doar seu tempo, confiança e, acima de tudo, seu voto.
Direcionados pelo ir e vir das informações que são entregues diuturnamente, os eleitores vão aglutinando suas impressões sobre os políticos e a política, “clusterizando” estas impressões de modo a elegerem, primeiramente no âmbito mental, seus escolhidos, seus candidatos, os homens e mulheres merecedores de sua atenção, além também de seus desafetos, aqueles que lhes causam asco e rancor. Cabe-nos aqui enfatizar o fato de que esses eleitores, cheios de suas certezas e seus julgamentos sobre os políticos e a política, formam seus argumentos internos a partir das versões que recebem, em grande parte subliminarmente, pelas mídias com as quais tem contato em seu cotidiano, dos canais sabidamente carregados de impressões e predisposições determinados pelos editores destes veículos.
Ao fornecer-se uma versão, oficializada pelo próprio meio em que é veiculada, a uma pessoa que na maioria das vezes não terá acesso a outra versão desta mesma “verdade”, exerce-se nela uma forma de controle tão sutil, no tocante a aceitação deste controle, que torna os meios de comunicação o principal mecanismo de manutenção do poder, disponível nas sociedades modernas. Ao munir o expectador com o pseudo direito de escolha sobre a informação que consumirá, através do acesso a todos os tipos de meios de comunicação, dando-lhe ainda, personificado em um objeto, o controle (remoto) sobre o que assistir e quando, faz-se aberta a porta que dá acesso às mentes dos cidadãos, e da maneira mais ardilosa faz-se com que a porta seja aberta por dentro.
Acessibilizar a informação, e neste caso me refiro ao acesso físico, e não oportunizar o acesso cognitivo, interpretativo e crítico advindos da educação, é o mesmo que, me perdoem a analogia, “colocar uma arma nas mãos de um macaco”. Entregar uma ferramenta capaz de produzir resultados desastrosos, nas mãos de um usuário que não compreende todo seu potencial só pode ser interessante para quem sabe como adestrar esse usuário, fazendo-o simplesmente imitar movimentos sem a consciência de seus resultados.
Não há outra forma para minorar os problemas sociais, os equívocos repetidamente manifestos nas urnas e lamentados pelos eleitores, a violência e pobreza que assolam nossa nação, que não seja a educação! Uma educação pensada para formar cidadãos, eleitores conscientes, decodificadores eficazes de todo e qualquer tipo de informação, brasileiros em condições de criar suas convicções após analisarem criteriosamente todos os fragmentos de verdades versionados pelos veículos midiáticos. Falo da educação que começa na base, no ensino fundamental, e se potencializa em todos os níveis da jornada escolar, agregando conhecimentos diversos, preparando verdadeiramente os alunos e alunas, não só para o acúmulo de diplomas, mas, primordialmente, para o acúmulo do conhecimento que os liberte dos títeres editoriais.
Marcos Marinho
@marinhomkt

terça-feira, 1 de maio de 2012

Marketing Político


Se você não compra duas vezes um produto que sabe não funcionar, por que acredita que o Marketing Político te vende mentiras?
O que você pensaria sobre uma pessoa que decide abrir um negócio próprio, sem ter experiência na área e sem conhecer as técnicas certas de promoção, precificação, distribuição e as características do produto que está disposto a vender?
Ser empreendedor pode ser uma característica fundamental para quem deseja construir algo, para aqueles que têm um projeto, um objetivo de vida. Porém empreender demanda conhecimentos e técnicas que suportem as ações adotadas em prol do lançamento, crescimento e manutenção do empreendimento em questão.
Aos empreendedores temos disponíveis várias opções de apoio e orientação quando da decisão de iniciarem seus negócios: empresas de consultoria particulares, SEBRAE, dentre outras.
Agora o que você pensaria se essa empreitada fosse uma campanha eleitoral e o candidato (empreendedor) não possuísse os mesmos conhecimentos requeridos? Sim, a relação é pertinente, pois uma campanha eleitoral, além de carregar todos os atributos de um empreendimento, tem um espaço de tempo bastante diminuto para lograr seu êxito.
Vemos então candidatos que se lançam ao pleito eleitoral sem a menor noção de comunicação - e entendam comunicação como forma de transmitir suas propostas com clareza e impacto relevantes -, lançam-se em uma batalha por votos onde suas propostas não são bem elaboradas, seus materiais de campanha e suas estratégias não são bem delineados, e todo seu esforço se esvai na desconexão entre a mensagem emitida e o que é recebido pelos interlocutores (eleitores).
Para estes empreendedores (candidatos), também temos os parceiros dedicados a auxiliar a estruturação deste projeto, contribuindo com os conhecimentos técnicos necessários à formatação e adequação das mensagens, das plataformas de campanha, ao nível de compreensão de seu eleitorado, fazendo com que o candidato consiga se apresentar e apresentar suas propostas de forma compreensível e capaz de conquistar a confiança do eleitor e, desta forma, seu voto.
Os profissionais de Marketing Político, estudiosos de várias áreas que buscam o conhecimento sobre os temas relacionados à política, aspirações dos eleitores, formas de comunicação, legislação eleitoral, novas mídias e tudo mais que possa influenciar em uma eleição ou na construção e manutenção da boa imagem de um político, é que podem ser os parceiros certos nesta empreitada pela conquista do direito de representar os anseios de seu povo.
Ao contrário do que alguns pensam o papel de um consultor político não é ludibriar, camuflar ou esconder a verdade sobre os políticos. Sua atuação é simplesmente a de adequar o candidato às formas de comunicação que realmente impactarão seu eleitorado. Não é verdadeiro o mito que a publicidade, ou como muitos dizem “o marketing” cria uma imagem falsa para um político mentiroso, pois assim como na publicidade de produtos, o consumidor/eleitor não pode ser enganado por muito tempo, ele é inteligente e sabe que se não tiver o cumprimento do que foi prometido pelo produto, ele não o comprará novamente.
Nós, consultores de marketing político, compreendemos a desconfiança do povo, como também percebemos a mesma desconfiança sobre outras profissões como decorrência da atuação de maus profissionais que denigrem toda uma categoria ao executarem desserviços à população, fato que infelizmente ocorre em vários segmentos.
O mais importante é deixar claro que, em uma sociedade democrática, em franco desenvolvimento, onde o consumo dos meios de comunicação está cada vez mais difundido, e grande parte da população se percebe como produtora de conteúdo, e não apenas consumidora unilateral de mensagens formatadas, o trabalho dos profissionais de marketing político torna-se ainda mais relevante, por se tratar justamente do alinhamento entre propostas e anseios, imagens e confiabilidade, promessas e cobranças, e todos os meios onde a política se faz presente e o povo lhe requer autêntica.

Marcos Marinho
Consultor e professor de Marketing Político e eleitoral
marcos@mmarinhomkt.com.br